sábado, 23 de noviembre de 2013

Conflito em Rio Pardo - vídeos .. LCP

Morador de Rio Pardo fala em seminario na UNIR:
http://www.youtube.com/watch?v=FIWhvoAuzSA&feature=player_embedded 

Moradores de Rio Pardo furam bloqueio
e enfrentam Força Nacional
 
 
Dilma, Confúcio e ICMBIO são os responsáveis pelo conflito em Rio Pardo

O distrito de Rio Pardo fica a 350 km de Porto Velho, porém seu principal acesso é pela cidade de Buritis a cerca de 100 Km. Esta é uma região de intensos conflitos agrários com dezenas de assassinatos de camponeses registrados nos últimos anos. Em todos estes conflitos a atuação da justiça e polícia é sempre para defender os interesses dos grandes latifundiários grileiros de terras e contra as famílias camponesas da região.
 

Há mais de um ano o acordo firmado entre governo federal e estadual previa a retirada das famílias da área da Floresta Nacional Bom Futuro e o seu assentamento numa APA estadual (Área de Proteção Ambiental), pelo acordo as famílias só poderiam ser retiradas quando um novo local fosse providenciado pelo Incra. No final do ano passado as famílias que moram e trabalham nas terras há 10 anos foram expulsas da área por uma operação do ICMBio (Ibama), Força Nacional e Exército brasileiro e se comprometeram a aguardar 90 dias fora da área até que a situação de uma área regularizada fosse resolvida. Mais de 270 famílias retornaram para suas terras após o prazo acertado com autoridades ter acabado e nenhuma solução apresentada.

Esta semana uma nova operação que contou com quase 200 efetivos policiais da Força Nacional de Segurança (FNS), Grupamento de Operações Especiais (GOE), Polícia Federal e agentes do ICMBio tinha como objetivo uma nova retirada das famílias da área. Na quarta feira (13) a população se revoltou após a apreensão de várias motos e 2 camponeses terem sido presos ilegalmente pela polícia. A resposta dos moradores foi bloquear as estradas e destruir as pontes de acesso para tentar impedir que suas motos e companheiros fossem levados pela FNS para Buritis. Soldados da FNS ficaram encurralados dentro da Flona e cercados por centenas de camponeses. Numa ação desesperada a polícia revidou com tiros de borracha e depois com munição real ferindo várias pessoas.

Os camponeses se defenderam com rojões, pedras e paus. Uma viatura da Força Nacional e um caminhão do ICMBio que participavam das apreensões foram totalmente queimados, várias outras viaturas do GOE e PM foram atacadas com pedras, a base de operações da PM e FNS foi completamente destruída em represália aos ataques contra os camponeses.





Na quinta feira pela manhã, o comandante da PM de Ariquemes- Enedy Dias, prestou informações desencontradas alegando que a situação na área era tranquila e negando os confrontos. No mesmo dia sites de notícia da região desmentiram sua versão e informaram sobre a morte de um soldado da FNS que teria sido atingido por um suposto disparo acidental.

Há informações de que dezenas de camponeses foram feridos e continuam na área com medo de sofrerem represálias pois a PM estaria controlando as entradas de pacientes em hospitais.

Um representante dos moradores de Rio Pardo esteve num Seminário realizado ontem (14) na Universidade Federal de Porto Velho, com a presença de entidades, advogados, professores e estudantes de várias cidades do país, falou para sobre a situação dos camponeses, da ação repressiva do Estado contra os moradores da região e sua disposição em seguir lutando pela permanência nas terras.

Ontem os efetivos da FNS se retiraram da área e se deslocaram para a cidade de Ariquemes para redefinir sua ação contra os moradores. Hoje pela manhã efetivos policiais de Ji-Paraná, Porto Velho e Ariquemes se deslocaram para a região de Buritis aumentando ainda mais o clima terror e intimidação na população.

Os moradores de Rio Pardo são trabalhadores, tem o direito de viver e trabalhar nestas terras, e não aceitam serem tratados como bandidos e criminosos. É longa a lista de humilhações, violações e abusos das forças policiais contra a população da região. Assim como é antiga a atuação criminosa dos agentes do ICMBio que destroem plantações, queimam casas, roubam ferramentas e aplicam multas abusivas. As famílias de Rio Pardo se cansaram de tudo isso, se cansaram das promessas nunca cumpridas por parte dos políticos, do Incra e Ministério do Meio Ambiente - MMA.

Os governos aliados de Dilma (PT) e Confúcio/Raupp (PMDB) são os únicos responsáveis pelo que possa vir a acontecer com os moradores de Rio Pardo, porque nunca cumpriram sua parte no acordo com as famílias e agora se prepararam para enviar mais forças repressivas com o intuito de massacrar os trabalhadores que lutam por seus direitos.

Abaixo a criminalização da luta pela terra!

Fora Ibama e ICMBio agentes do imperialismo na Amazônia!

Os moradores de Rio Pardo e região têm o direito de viver e trabalhar em suas terras! 


LCP - Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental

Brasil: “Por el camino de Pedro Pomar”. Un artículo de Fausto Arruda (A Nova Democracia)

 



Nota – Tal  y como informamos http://granmarchahaciaelcomunismo.wordpress.com/2013/09/23/viva-pedro-pomar-el-gran-dirigente-comunista-brasileno-nucleo-de-estudios-del-marxismo-leninismo-maoismo-brasil/, el pasado 23 de septiembre se cumplió el centenario  del nacimiento del gran dirigente comunista brasileño Pedro Pomar.

Reproducimos a continuación el artículo «Por el Camino de Pedro Pomar»  de Fausto Arruda, publicado en el periódico brasileño «A Nova Democracia», nº 120, 1ª quincena de noviembre de 2013http://www.anovademocracia.com.br/ La traducción al español es responsabilidad de Gran Marcha Hacia el Comunismo. Madrid, noviembre 2013.

POR EL CAMINO DE PEDRO POMAR

Fausto Arruda

El centenario del nacimiento de Pedro Pomar fue conmemorado por el Frente Revolucionario de Defensa de los Derechos del Pueblo (FRDDP).*  Fue un acto solemne marcado por el compromiso ideológico expresado en las experiencias  de los viejos cuadros comunistas, por la emoción y también, por la juventud, por los campesinos, por los obreros, por las mujeres y por los profesores, todos representando a organizaciones clasistas de lucha. No fue una casualidad que la mayoría de las intervenciones apuntaron en el sentido de seguir el camino de Pedro Pomar.

El Partido Comunista de Brasil en sus diversas fases, hasta ser liquidado en cuanto partido revolucionario a fines de los años setenta por la camarilla revisionista de João Amazonas, produjo una gran cantidad de cuadros dirigentes que se destacaron en las luchas revolucionarias, ya sea como teóricos, ya sea como dirigentes prácticos o como detentores de ambas cualidades.

Correspondiendo con las oscilaciones ideológicas del Partido, la mayoría de estos cuadros dirigentes no sustentó la coherencia y firmeza que Pedro Pomar mantuvo desde cuando ingresó en el Partido, en 1932, hasta el final de su vida, en 1976.  Pomar fue brutalmente asesinado con mas de 50 orificios de bala de distintos calibres en la conocida «Matanza de Lapa», ejecutada por los órganos de represión del régimen militar, acción terrorista realizada por el comando del II Ejército, Operación Bandeirantes-OBAN y DOPs de Sao Paulo.

EN DEFENSA DEL PARTIDO Y DE LA REVOLUCIÓN

Consciente y con exhaustivo espíritu de vanguardia, Pedro Pomar estuvo directamente involucrado en todas las cuestiones importantes de la vida del Partido, empeñándose enormemente por asimilar y dominar la ciencia del proletariado revolucionario en su desarrollo, el marxismo-leninismo y el pensamiento de Mao Tsetung (como entonces se conocía al maoísmo en aquella época). Y fue la luz de este esfuerzo que se desdobló en los estudios para sintetizar la realidad del país en las formulaciones programáticas, en sus grandes líneas de estrategia y táctica, así como en las cuestiones específicas de línea de masas para el movimiento sindical, campesino, estudiantil y de la intelectualidad, desde las cuestiones mundiales y de los problemas del movimiento comunista internacional, de los problemas de organización, logística y de seguridad de la estructura partidaria hasta el problema militar de la revolución brasileña.

Produjo una extensa literatura. Buena parte circuló en las páginas de la prensa legal del Partido, en la cual desempeñó un papel dirigente, y en las páginas del clandestino órgano central del Partido «A Classe Operaria»,planteando en innumerables artículos y ensayos los distintos problemas nacionales, de nuestra revolución y de la revolución proletaria mundial.

Partidario de la lucha interna como método de defensa de los principios de la ideología proletaria y el desarrollo de la línea revolucionaria, Pomar, desde su ingreso en el PCB, participa en los principales momentos del auge revolucionario en la vida del partido en su línea de vanguardia, al igual que en los terribles momentos de baja. En estos, cuando la capitulación invade las filas comunistas, Pomar tuvo la firmeza inquebrantable en defensa del partido y la revolución.

Fue así que, como principiante en la militancia comunista, participó en el Levantamiento Popular de 1935 y en los años que le siguieron lo defendió siempre, al igual que en su madurez de militante comunista, cuando los revisionistas atacaban aquella experiencia revolucionaria, destacando más sus errores que la importancia de la ANL [Alianza Nacional Libertadora] y el Levantamiento. Escribió «La gloriosa bandera del 35», destacando la lucha antifascista tanto a nivel nacional como internacional y la lucha armada revolucionaria como el camino para la liberación nacional y social del pueblo brasileño.

Comprendiendo, como pocos, la necesidad de la existencia del partido revolucionario del proletariado como partido de cuadros y de carácter de masas, se empeñó en su reorganización, en 1943, participando de la Comisión Nacional de Organización Provisional – CNOP y de la histórica Conferencia de Mantiqueira.

Después de combatir las concepciones revisionistas de Prestes expresadas en la «Declaración de Mayo del 58» y en las tesis del V Congreso de 1960, refutándolas en defensa del marxismo-leninismo, Pomar tomó parte destacada en la comisión de reconstrucción del Partido Comunista del Brasil como la adopción de las siglas de PCdoB, para diferenciarse de las usurpadas PCB, con que el grupo de Prestes denominó al revisionista Partido Comunista Brasileño.
 
Levantando bien alto la bandera roja del marxismo-leninismo y avanzando luego para acercarse al Pensamiento Mao Tsetung, idea que, al contrario de muchos que apenas se adhirieron a ella formalmente, Pomar luchó para profundizar su comprensión y asimilación, al igual que difundiéndola en todo el partido. Dicho esfuerzo quedó expresado en la elaboración del documento «Guerra Popular, el camino de la lucha armada en Brasil» , con el cual el PCdoB buscó desencadenar la lucha armada revolucionaria en el campo que tuvo como resultado la Guerrilla de Araguaia y en la defensa de la Gran Revolución Cultural Proletaria con «Grandes éxitos de la Revolución Cultural».
 
POMAR Y EL INTERNACIONALISMO
 
Dando muestras de su indisociables internacionalismo proletario, se empeñó en la solidaridad hacia el Partido del Trabajo de Albania (PTA), enfrentándose en el Congreso del Partido Comunista de Rumanía al propio Jruschov, cuando éste destiló su ira revisionista contra el PTA, partido que, junto al Partido Comunista de China, llevaba a cabo la defensa del marxismo-leninismo, de Stalin, de la dictadura del proletariado, de la revolución mundial, de la lucha antiimperialista revolucionaria y del partido comunista como partido de clase del proletariado.
 
El hecho de estar en el ojo del huracán de la mayor batalla ideológica en el seno del movimiento comunista internacional le dio una visión privilegiada sobre el papel de vanguardia que desempeñaba el Presidente Mao Tsetung. Comprendió el tormentoso combate que el marxismo trababa contra el nuevo revisionismo moderno y del gran salto que representaba la Gran Revolución Cultural Proletaria como lucha omnímoda para llevar la lucha de clases bajo las condiciones del socialismo, asegurar el poder de la dictadura del proletariado firmemente en manos de la clase, superar las viejas ideas y la herencia de los privilegios de la sociedad de clases basada en la explotación y avanzar en la construcción del socialismo rumbo hacia el comunismo. Esto, Pomar lo dejó muy bien delimitado en su ya mencionado artículo «Grandes éxitos de la Revolución Cultural»publicado en «A Classe Operária».
 
En su esfuerzo por asimilar profundamente el significado de las contribuciones del Pensamiento Mao Tsetung al marxismo-leninismo, al contrario de los que ya renegaban de ellas en la práctica, Pomar más que nunca primó por el irreductible rigor científico en hacer el balance de la experiencia de Araguaia.
 
Empuñó con serenidad el método de la lucha de dos líneas y con la sagacidad de quien lucha para establecer la unidad del partido en una nueva y más elevada unidad, sin dejar de destacar el heroísmo y la decisión de los que se sacrificaron en Araguaia intentando abrir el camino a la revolución brasileña. Apuntó con firmeza los errores y sus causas sin concesiones de principios cualesquiera.

Demostró cómo la causa del fracaso de aquella experiencia no podía estar en factores circunstanciales, específicos y mucho menos técnicos, a despecho de su existencia. Mostró el error de la concepción sobre la Guerra Popular que la práctica en la región de Araguaia expresara. Este debate no pudo proseguir hasta el fondo, pues el brutal asesinato de Pomar, Arroyo y Drumond, partidarios que eran de la guerra popular –aunque con evaluaciones diferentes- desequilibrará la correlación de fuerzas desfavorablemente para la línea revolucionaria del partido. Y, consecuentemente, el Partido Comunista de Brasil fue liquidado por la camarilla de João Amazonas y Renato Rabelo, que enterraron el tema junto con el partido y sus héroes, transformándolos en iconos sin vida.
 
EL PARTIDO QUE BRASIL NECESITA
 
Partiendo de las enseñanzas dejadas por Pedro Pomar y examinando el camino por él recorrido, no podemos dejar de destacar como necesidad ineludible para dar continuidad a la lucha por la revolución brasileña, lo que los revolucionarios maoístas han defendido en el país y la reconstitución del Partido Comunista de Brasil en cuanto partido comunista marxista-leninista-maoísta. Es decir, la reconstitución del Partido Comunista de Brasil fundado en 1922, reorganizado en 1962 (en verdad en 1962 el partido fue verdaderamente constituido en cuanto partido marxista-leninista por el que luchara desde su fundación sin lograrlo de hecho) y que  fuera liquidado a finales de los años 70.

Reconstitución de acuerdo con los atributos que marcaron la teoría y práctica revolucionaria según las contribuciones de Marx, Engels, Lenin, Stalin y Mao Tsetung, expresadas sintéticamente como tres etapas distintas y a la vez en unión, el marxismo-leninismo-maoísmo. Partido que está anclado en el «Manifiesto del Partido Comunista» escrito por Marx y Engels en 1848, cuya marcante actualidad lo vuelve el programa básico para los que, como Marx y Engels, reclaman la existencia de un partido diferente y opuesto a los partidos hasta entonces existentes. Un partido de nuevo tipo como defendía Lenin al defender el partido para hacer la revolución y atacaba a los partidos socialdemócratas de la II Internacional pudriéndose en el parlamento. Un partido, como enseñaba Stalin, que sea la vanguardia del proletariado y del pueblo, su Estado Mayor, su jefe político y militar, para establecer y mantener la dictadura del proletariado. Un partido para promover las necesarias revoluciones culturales proletarias para impulsar la construcción del socialismo, conjurar las inevitables tentativas de restauración burguesa y asegurar su transición al glorioso y luminoso comunismo, como bien aseveró el Presidente Mao Tsetung.
 
La experiencia histórica en cuanto a la reconstitución y reorganización de un partido revolucionario es la tarea que demanda no sólo tiempo sino también esfuerzo y dedicación de los que se empeñan en tan grandiosa tarea. No se trata de reunir una docena o más de estudiantes y profesores o de huelguistas, como alertaba Lenin. Como ha establecido el marxismo-leninismo-maoísmo, el partido revolucionario del proletariado debe tener muy clara su ideología, su programa y su línea política general tanto como su estrategia y táctica, en fin, su base de unidad partidaria y toda su metodología asentada en la línea de masas.
 
Al final de su lúcido y brillante balance de la experiencia de Araguaia, Pomar afirmó : «La bandera de la lucha armada, que empuñaron tan heroicamente y por la cual se sacrificaron los camaradas de Araguaia, debe ser levantada aún más alto. Si conseguimos ligarnos de hecho a las grandes masas del campo y de las ciudades y ganarlas para la orientación del Partido, no importa cual sea la ferocidad del enemigo, con toda certeza la victoria será nuestra». Sus palabras siguen tan actuales como nunca, reclamando de los revolucionarios brasileños encarnarlas con decisión. La conducta ejemplar de Pedro Pomar nos indica seguir este camino.
 
 

miércoles, 20 de noviembre de 2013

BRASIL: Denuncian torturas contra camponeses em Rio Pardo.

Missão de solidariedade denuncia torturas contra camponeses em Rio Pardo


Escrito por CEBRASPO - Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos



O distrito de Rio Pardo fica na região norte de Rondônia e surgiu em 1998, a partir da migração de camponeses vindos do sul do estado em busca de melhores condições de vida e de trabalho. Estes camponeses foram estimulados pela nova frente de colonização em que centenas de famílias de capixabas, mineiros e baianos se deslocaram para a região de Buritis. O distrito de Rio Pardo fica cerca de 330 Km da capital Porto Velho e a 90 km da cidade de Buritis que é seu centro econômico.

A população de Rio Pardo, Rio Branco, Jacinópolis, Jacilândia, Rio Alto, Minas Novas é composta de trabalhadores que apostaram tudo que tinham nestas terras depois de viverem em várias partes de Rondônia. São camponeses, pequenos comerciantes, professores, profissionais liberais e pequenos madeireiros que produzem riquezas com seu esforço e sacrifício diário, sofrem com a falta de estradas, com falta de hospitais, falta de escolas e com as constantes ameaças de despejo por parte do Estado. Toda esta região é muito rica em terras férteis, madeira, minérios, recursos hídricos e se situa numa longa faixa de terras que se estende até a fronteira da Bolívia.

A região é marcada por intensos conflitos agrários com dezenas de ocupações de terra e enfrentamentos com o latifúndio e seus bandos armados. Nos últimos anos morreram assassinados os camponeses Maninho, Oziel Nunes, Oséas Martins, Dercy Francisco Sales, José Vanderlei Parvewfki, Nélio Lima Azevedo, Élcio Machado, Gilson Teixeira Gonçalves e Renato Nathan. Sem contar as constantes humilhações, perseguições, abordagens e prisões ilegais e torturas que sofrem os camponeses desta região nas mãos da polícia.

No último dia 16, uma missão de solidariedade esteve na cidade de Buritis e no distrito de Rio Pardo a fim de averiguar a situação dos moradores, após operações do ICMBio (desmembrado do IBAMA), Força Nacional e outras forças policiais. A Missão era formada por advogados e representantes da Abrapo – Associação Brasileira de Advogados do Povo, do Cebraspo – Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e da CPT – Comissão Pastoral da Terra. Conseguiram tirar fotos, gravar vídeos e o mais importante colher o relato de camponeses, pequenos comerciantes e funcionários públicos que presenciaram violências de todo tipo contra o povo trabalhador. Muitos moradores tinham receio de falar, com medo de represália policial. Como a Missão ficou apenas 3 horas em Buritis e Rio Pardo, muitos fatos ainda precisam ser esclarecidos.

Primeiro a Missão esteve no hospital municipal de Buritis e foi informada que apenas o soldado da Força Nacional foi atendido, mas já estava morto, provavelmente em função de uma hemorragia causada por um disparo de arma de fogo no tórax. Nenhum camponês foi atendido no hospital, porém alguns moradores de Buritis relataram a possível existência de feridos dentro da área Rio Pardo, mas que temem buscar atendimento e sofrerem represálias do enorme cerco policial na região. O único caso confirmado é de um camponês que foi preso durante a operação e sofreu um disparo de arma de fogo efetuado pela polícia.

A caminho de Rio Pardo, a Missão foi abordada numa das barreiras policiais que controlam o acesso à área e foi acompanhada por uma viatura da COE todo o tempo que esteve em Rio Pardo.

A Missão foi recebida por moradores locais e realizaram conversas e entrevistas, colhendo informações importantes que desmentem a versão do monopólio dos meios de comunicação que tenta esconder que a origem do conflito da semana passada foi o não cumprimento do acordo que os governos Dilma Roussef (PT) e Confúcio Moura (PMDB) firmaram com as famílias de Rio Pardo no ano passado.

Anos de abusos do ICMBio foram o estopim para a revolta camponesa

Na quarta-feira, dia 13 de novembro, quase 200 agentes do ICMBio e policiais da PM e da Força Nacional chegaram à Rio Pardo, sem ordem judicial, para despejar os camponeses que vivem e trabalham há mais de 14 anos nas terras. A operação prendeu 10 camponeses e várias motocicletas e montou bloqueios para tentar impedir a circulação de moradores. Os camponeses derrubaram pontes e destruíram dois prédios que seriam bases operacionais da Policia Militar e órgãos de fiscalização ambiental em resposta as prisões. Comerciantes do vilarejo fecharam as portas por 2 dias em protesto à operação violenta. O povo de Rio Pardo não quer repressão, quer terra, hospital e escola. Estas reivindicações podem ser lidas nas pichações no que restou das paredes do quartel policial.

Na quinta-feira, dia 14 de novembro, três viaturas da Força Nacional se deslocaram à Rio Pardo, para reforço da repressão. Uma viatura ficou pendurada numa ponte cortada pelos moradores. Irritados e com truculência, policiais prenderam mais 3 camponeses que circulavam pela estrada. Isto revoltou ainda mais os moradores, centenas se reuniram e se organizaram para impedir que os presos fossem levados para Buritis. A polícia disparou balas de borracha e bombas de gás e efeito moral, mas eles eram a única força policial no local e não conseguiram enfrentar os camponeses que reagiram com pedras, paus, rojões, escudos e fogo.

Após algumas horas de confronto conseguiram recuperar as motos apreendidas e libertar os 3 camponeses presos. Uma viatura da Força Nacional foi incendiada e outras também foram danificadas por pedras e paus.

Os policiais tiveram que sair correndo, na fuga desesperada deram vários tiros de fuzil nas casas e comércios e perderam armamentos e munições pelo caminho.

Os efetivos da Força Nacional que atuaram em Rio Pardo são os mesmos que reprimiram os operários grevistas de Jirau e Santo Antônio e ajudaram a despejar acampamentos de camponeses em luta pela terra.

O ICMBio, há décadas persegue camponeses, com humilhação, destruição de roças e casas, prisões e multas abusivas. Causando prejuízos enormes à economia local de pequenos comerciantes, pequenos e médios proprietários e pequenos madeireiros. Em todas estas ações criminosas o povo respondeu com fechamento de rodovias, prisão de helicóptero do Ibama, prisão de caminhões de madeira, manifestações em Buritis, queima de viatura do Ibama, etc.

A ministra do meio-ambiente, Izabella Teixeira, no conforto de seu gabinete em Brasília, talvez não saiba da disposição dos camponeses de resistirem nas terras e disse após os conflitos que os moradores serão retirados de Rio Pardo e que não iria interromper as ações repressivas. Discurso demagógico para dar satisfação a opinião pública internacional, pois ao mesmo tempo que o governo fala em preservação, na prática privilegia o agronegócio e a devastação feita pelos grandes latifundiários e ataca violentamente o povo trabalhador da Amazônia. Por que o ICMBio e as forças policiais não reprimem grandes latifundiários e políticos estaduais que possuem grandes extensões de terras em áreas de preservação ambiental nesta mesma região?

O ICMBio é um dos órgãos do velho Estado que recebe recursos bilionários e treinamento de ONGs e Universidades americanas e europeias para cacarejar sobre meio ambiente e sustentabilidade, aplicando a política de expulsão dos camponeses da Amazônia e criação de grandes reservas para atender os interesses dos grandes monopólios brasileiros e estrangeiros na região.

Estado de sítio e torturas




Desde a manhã de sexta-feira, dia 15, dezenas de homens, 47 viaturas da Polícia Federal, COE, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal e 2 helicópteros do Exército e ICMBio, estão na região de Rio Pardo. Um verdadeiro aparato de guerra foi montado, com barreiras nas estradas e pontes para controlar as entradas e saídas de moradores. Os moradores de Rio Pardo seguem ameaçados de despejo e efetivos policiais continuam controlando a área.

A imprensa reproduzindo as orientações da polícia tem noticiado que esta operação é para periciar a viatura incendiada, mas há relatos de que esta operação seria para resgatar armamentos, incluindo um fuzil, perdidos durante a fuga dos policiais da Força Nacional. Moradores denunciaram que pelo menos 3 camponeses foram brutalmente torturados, com sessões de espancamentos, choques e tortura psicológica. Um escritório de dentista localizado em Rio Pardo foi destruído por policiais e o proprietário foi espancado após entregar algumas granadas e munições recolhidas após o confronto e que teriam sido abandonadas pelos policiais. Em nota a polícia disse que teria achado o material.

Um outro morador foi preso acusado de ser o autor do disparo que matou o policial, mas seu suposto nome (Iranildo) só foi divulgado posteriormente, típico de maquinações feitas pela polícia para atacar e criminalizar a luta do povo em geral e dos camponeses de Rondônia em particular.

Missão de solidariedade

Na noite de quarta-feira, dia 14, ocorreu um importante seminário no campus da Unir, em Porto Velho, sobre a escalada da repressão contra as lutas do povo, principalmente depois dos protestos que se iniciaram em junho e se espalharam por todo país. Participaram cerca de 80 estudantes, professores, advogados, índios e camponeses e representantes de diversas entidades populares e democráticas. Moradores de Rio Pardo chegaram ao final do seminário e denunciaram a violência cometida pelo ICMBio, Força Nacional e outras polícias. O Seminário definiu as visitas aos camponeses presos e ao distrito de Rio Pardo.

Na sexta-feira, dia 15, uma comissão de advogados, estudantes de direitos e representantes de entidades democráticas visitou os 10 moradores de Rio Pardo, presos no presídio Pandinha, em Porto Velho. Advogados populares já estão trabalhando na defesa destes camponeses.

A Missão vai exigir apuração dos casos de tortura por parte da OAB, Ministério Público e Secretaria de Direitos Humanos. No fim de outubro, o Ministério Público realizou audiência pública para cobrar explicações sobre abordagens violentas da PM e Força Nacional contra moradores de Campo Novo, Jacinópolis, Rio Pardo e outras áreas da região de Buritis. Ao final da audiência, foi anunciado que teria acabado a violência na região, mas isto não é possível enquanto existirem despejos de camponeses em luta pela terra e perseguições do ICMBio aos moradores que vivem e trabalham na terra.

Todos democratas devem se unir e organizar uma campanha nacional e internacional de denúncia sobre a repressão aos camponeses e responsabilizar os governos de Dilma e Confúcio por não apresentar solução para o problema agrário que enfrentam as quase 5 mil famílias que vivem e trabalham na área assim como dezenas de outros casos parecidos em todo Brasil. Só assim será possível desmascarar as mentiras e manipulações dos monopólios dos meios de comunicação, que justificam ações violentas de todo tipo contra os camponeses pobres e trabalhadores da Amazônia em geral. Tememos que nos próximos dias ocorram mais atos de violência contra a população de Rio Pardo. Precisamos de uma grande campanha para defendê-los.


Defender a posse das terras de Rio Pardo pelos camponeses!

Liberdade imediata dos camponeses presos e fim das perseguições!

Todo apoio aos trabalhadores de Rio Pardo e região!



ABRAPO – Associação Brasileira de Advogados do Povo

CEBRASPO – Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos

sábado, 16 de noviembre de 2013

EL BAUTIZO DE FUEGO DEL PROLETARIADO DEL ECUADOR: 15 DE NOVIEMBRE DE 1922


Hoy se conmemora un aniversario más de la huelga general del 15 de noviembre de 1922 que fue brutalmente reprimida por el Estado y sus aparatos represivos. En octubre de 1922, por iniciativa de la Sociedad Cosmopolita de Cacahueros “Tomás Briones”, se constituyó en Guayaquil la Federación de Trabajadores Regional Ecuatoriana (FTRE). Dos días después, la Asamblea de Trabajadores del Ferrocarril de Durán resolvió presentar al gerente, J.C. Dobbie, un pliego de demandas: respeto a la ley de 8 horas de jornada diaria (1916) y de accidentes de trabajo (1921), aumento de salarios, semana laboral de 6 días (era de 7), estabilidad, supresión de descuentos arbitrarios a los sueldos y otras reivindicaciones.

El  10 de noviembre se sumaron a la huelga los trabajadores de las fábricas de Guayaquil; el 11, artesanos y constructores; el 13, los voceadores y nuevas fábricas. La FTRE declaró el paro general. El 14 Guayaquil era una ciudad paralizada y sin luz. El día 15 de noviembre, la gigantesca manifestación de trabajadores por las calles de Guayaquil fue reprimida por cruento fuego del enemigo de la clase y delo pueblo. Cientos de manifestantes entregaron sus valiosas vidas a la causa del proletariado y pueblo del Ecuador.

La masacre del 15 de noviembre de 1922 expresó el despertar de las reivindicaciones de la clase trabajadora del Ecuador, sin embargo, las justas demandas obreras fueron inmediatamente atacadas por la reacción definiéndolas como acciones del “comunismo internacional” y “excesivas”. La matanza, de la que fuera responsable el gobierno de José Luis Tamayo (1920-1924) y los representantes de la burguesía compradora de Guayaquil se justificó argumentando de que se había disparado contra “saqueadores” y “delincuentes”.

El 15 de noviembre de 1922 es reconocido como el bautizo de fuego de la clase obrera en el Ecuador, que a pesar de no contar para entonces dirección política e ideológica correcta, que ayude a organizar y dirigirlo en sus propósitos, se lanzó a las calles a combatir de manera decidida al estado burgués-terrateniente. Este elemento es fundamental resaltar, porque ya en esos años los trabajadores explotados del país tenían la certeza de que el uso de la violencia revolucionaria debía ser la principal forma de lucha, aspecto que hoy en día ha sido sesgado totalmente por al revisionismo y oportunismo de la izquierda electorera del país cuyos objetivos y métodos no coinciden con los mártires de 1922 y mucho menos con los propósitos de los trabajadores explotados en el presente, por el contrario, se ahogan en el electoralismo, la reforma constitucional y estatal dejando de lado las históricas reivindicaciones de los obreros y sobre todo la necesidad de bregar por el Poder para el proletariado y sus aliados no antes destruir total y absolutamente el viejo Poder de las clases dominantes y del imperialismo..

La memoria de los obreros del 15 de noviembre de 1922  debe fortalecer la decisión de la clase obrera de bregar incansablemente por la construcción concéntrica y simultánea de los instrumentos para la revolución democrática de nuevo tipo: PARTIDO, FRENTE Y EJERCITO POPULAR.

Pero hay otro aspecto importante a considerar, es la necesidad de que el proletariado, ajustado a la caracterización del país que determina su carácter semi feudal y semi colonial, consolidar la necesaria alianza con el campesinado pobre considerando ser éste la fuerza principal de la revolución de nuevo tipo y los sectores de la pequeña burguesía y burguesía nacional comprometidos con la lucha antiimperialista.

Esta alianza dotará del componente de clases oportuno que materialice el cometido inmediato del proletariado en esta etapa, la NUEVA DEMOCRACIA.

Nueva Democracia que emergerá sólo y únicamente de una interacción dialéctica de lucha entre lo nuevo y  lo viejo, entre la construcción y la destrucción, pues es claro que si no se destruye el viejo Estado no podremos construir lo nuevo, el Nuevo Poder.

Conmemoremos el 15 de noviembre de 1922 reafirmando nuestro compromiso de clase de fortalecer las tareas pendientes por aproximar el inicio de la Guerra Popular, ceñidos íntimamente a las reivindicaciones estratégicas del proletariado y las luchas del campesinado pobre y la burguesía nacional.

Proletariado y pueblo del Ecuador, urge bregar incansablemente por dinamitar y enterrar la pretensión del imperialismo, gran burguesía y grandes terratenientes por perpetuarse en el Poder. Ahogar en su sangre y en la del revisionismo, la ilusa idea de éstos por pretender conjurar programa fundamental del proletariado que de la Nueva Democracia se dé paso al Socialismo y de éste, al COMUNISMO.

¡VIVA LA CLASE OBRERA DEL ECUADOR!
HONOR Y GLORIA A LOS MARTIRES DEL 15 DE NOVIEMBRE 
VIVA EL MARXISMO-LENINISMO-MAOÍSMO


miércoles, 11 de septiembre de 2013

BRAZIL: Histórico 7 de setembro de Rebelião Popular‏

Estimados companheiros:

Durante o dia 07 de setembro, data em que o velho estado brasileiro e as forças armadas reacionárias celebram a falsa independência nacional, o povo brasileiro foi às ruas em todo país, grandes enfrentamento com as forças policiais transformaram o dia 7 de setembro, em um histórico dia vermelho de rebelião popular contra o velho estado brasileiro, o fascismo, pela punição aos torturadores do regime militar, contra o latifúndio e a dominação imperialista.

Em Belo Horizonte, Recife, Goiânia, manifestações erguiam faixas com a consigna da FRDDP "abaixo o estado fascista seus governos anti povo e vende pátria!", e "USA tire suas garras da Síria". Manifestantes exigiam a punição aos torturadores do regime militar, A bandeira ianque foi queimada em diversas capitais em repúdio a dominação imperialista e aos preparativos de agressão ianque à Síria.


No Rio de Janeiro, em um ato histórico, uma grande passeata organizada pela Frente Independente Popular rompeu o cerco de 4 mil policiais militares  invadiu o desfile militar, gritando consignas contra o fascismo, pela punição aos torturadores do regime militar e contra o governador do Estado Sérgio Cabral, obrigou as tropas das FFAA e tanques a interromper o desfile, transformado em uma grande campo de batalha.


Os manifestantes tinham à frente escudos vermelhos com a foto dos revolucionários desaparecidos do regime militar fascista no país (19964-1985) durante a Guerrilha do Araguaia e bandeiras vermelhas do movimento revolucionário.

Pessoas que acompanhavam o desfile confraternizaram com os manifestantes gritando palavras de ordem e a polícia atacou todos, manifestantes, crianças e idosos com bombas de gás e balas de borracha.


Durante todo o dia enfrentamentos se produziam em diferentes pontos da cidade, resultando na prisão de dezenas de pessoas, incluindo prisão arbitrária do repórter Patrick Granja, do período popular e democrático “A nova democracia”, além de centenas de feridos.


Os históricos acontecimentos do dia 07 de setembro são a continuação da revolta popular iniciada em junho e marcam o crescimento do ativismo combativo e revolucionário em diversos pontos do país.

  Durante os enfrentamentos em todo país mais de 500 ativistas foram presos. Uma grande campanha pela libertação de todos presos políticos tem crescido em todo país. Convocamos ao movimento revolucionário e pessoas democráticas de todo mundo a solidarizar-se e a repudiar o crescente fascismo do Estado Brasileiro contra o movimento popular e revolucionário.

Seguem abaixo, vídeos e fotos.

Punição para os torturadores do Regime militar!
Abaixo o estado fascista e seus governos anti povo e vende pátria!
Viva a Revolução de Nova Democracia!
Abaixo a Guerra Imperialista! Viva a Guerra Popular!

domingo, 11 de agosto de 2013

MUERE GRAN DIRIGENTE OBRERO BRASILEÑO

Nota de fallecimiento de Osmir Venuto da Silva (14/10/1952 - 07/23/2013)

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Desde Periódico El Pueblo nos sumamos al pesar de los obreros y luchadores de Belo Horizonte y de Brasil frente al fallecimiento de un gran dirigente de clase. Que su ejemplo guié las justas luchas del pueblo.

Publicamos una traducción de Nota de su fallecimiento.

Es con profundo pesar y emoción que anunciamos la muerte, en la tarde del 23 de julio, de OSMIR VENUTO DA SILVA, trabajador de la construcción, presidente de la Unión de Trabajadores de la Construcción y la región de Belo Horizonte, director de la Federación de Trabajadores de la Construcción y Muebles Minas Gerais-fundador y líder de la Liga Obrera.

Víctima de problemas cardíacos, Osmir Venuto nos deja ejemplos de firmeza, humildad, dedicación, trabajo incansable, solidaridad y combatividad.

Nacido en Minas Gerais, en Azucena, pasó su infancia y juventud en la antigua "Villa Marmiteiros", en el barrio de Padre Eustaquio, BH, que forjó su carácter de rebeldía e indignación por todas las injusticias contra los pobres.

El compañero Osmir participó activamente en la "Rebelión de Predeiros" la gran huelga realizada en 1979 en Belo Horizonte, y dedicó la mayor parte y más fructífera  de su vida a la lucha obrera contra la explotación y la opresión. Se empeño como pocos en la construcción de un movimiento sindical clasista y combativo, fue incansable en la lucha contra el oportunismo.

Defendió y actuó con decisión para la construcción y el fortalecimiento de la alianza obrero-campesina, apoya sin reservas la lucha de los campesinos contra los terratenientes por la tierra, el pan, la justicia y una nueva democracia.

Como dirigente sindical clasista, luchó contra el corporativismo, defendió la unidad y la lucha de las clases trabajadoras de la ciudad y el campo en contra de sus enemigos de clase: la gran burguesía, los terratenientes y el imperialismo.

Dirigió por más de dos décadas Marreta que junto con la Liga Obrera, se desenvolvió y consolido como uno de los sindicatos más combativos del país.

Presto toda la solidaridad y participado en las movilizaciones nacionales contra la privatización, contra las reformas y antiobreras y antipueblo impuestas por los gobiernos, contra la opresión y represión policial a los trabajadores del PAC y dos megaeventos (Copa y los Juegos Olímpicos). Denunciado y luchando contra la explotación del trabajo esclavo en numerosas obras.

Estimulo la formación de trabajadores de la construcción técnica y política en Belo Horizonte y la región es un gran entusiasta de la Escuela Popular Orocílio Martins Gonçalves y la promoción de seminarios y cursos de formación política por los que pasaron cientos de trabajadores de la construcción. También no escatimo esfuerzos en el apoyo y creación de escuelas populares en el campo.

Apoyo tomas urbanas de terreno como Villa Corumbiara (Barreiro) Villa Bandera Roja (Betim), entre otros, la construcción de viviendas  en el esquema de trabajo colectivo en los barrios de clase obrera, la lucha de la juventud obrera y estudiantil.

Se unió sólidamente a los campesinos que luchan por la tierra, visito áreas campesinas. En todas las reuniones de Marreta, llamó la atención sobre la necesidad de que la clase obrera apoye decididamente la Revolución Agraria y destacó que la mayoría de los trabajadores de la construcción vinieron del campo, expulsados por el latifundio. Él fue un gran apoyador y defensor de la producción en las áreas.

Estimulo la ida de delegaciones de obreros al campo para trabajar y vivir con los campesinos y organizó, a través de Marreta, grupos de obreros para promover el trabajo colectivo con campesinos en la construcción de casas, puentes y otras mejoras. Fue así un persistente edificador de la alianza obrero-campesina.

Irguiendo la bandera del internacionalismo proletario, apoyo las luchas de la clase obrera y de los pueblos oprimidos en otros países, visito y cambio experiencias de lucha con organizaciones clasistas y populares en Paraguay, Nicaragua, Holanda y Turquía.

Denunció y combatió la farsa electoral y a los partidos electoreros. Ardoroso defensor de la necesidad del verdadero partido revolucionario de clase, vanguardia del proletariado marxista-leninista-maoísta para dirigir la Revolución de Nueva Democracia ininterrumpida al Socialismo, para promover transformaciones radicales en nuestra sociedad, y construir una nueva sociedad si explotación del hombre por el hombre.

El compañero Osmir Venuto fue un gran dirigente obrero, un luchador de nuestro pueblo y será siempre recordado por los obreros de la construcción, campesinos, estudiantes, hombres y mujeres que trabajan de sol a sol en el campo y la ciudad de nuestro país.
Rendimos nuestro homenaje a este gran luchador de nuestra clase y nuestro pueblo.

¡Honor y Gloria al Combatiente de clase OSMIR VENUTO DA SILVA!


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